sábado, 9 de agosto de 2008

pequim

Resumo verde-amarelo: Dos leões de Diego à decepção com a bola laranja
Ótimo na ginástica e péssimo no basquete, sábado brasileiro teve superação na areia, confirmação na piscina e gol de Marta no campo


Rumo ao ouro: o ginasta Diego Hypolito liderou a prova de classificação no solo e garantiu vaga na final
A noite de sábado caiu em Pequim e, com ela, os brasileiros viram o melhor e o pior do dia, quase ao mesmo tempo. Enquanto Diego Hypolito festejava a liderança na fase de classificação e a vaga na final do solo, as meninas do basquete caíam diante da limitada Coréia do Sul. Além do nosso sopro inicial de otimismo nas Olimpíadas e da primeira decepção verde-amarela na China, muita coisa aconteceu com o Brasil num sábado movimentado.




Mico olímpico Musa do dia Dragão Chinês A vaca Beijing, Beijing, Tchau, Tchau


Quando encerrou seu último movimento no solo, Diego abriu o sorriso. Era o primeiro passo na caminhada rumo ao ouro, confirmado com a pontuação de 15.950. Antes disso, o ginasta só “esquentou” no salto. Fez apenas uma tentativa, para quebrar a tensão da estréia, abdicou da segunda e ficou fora da final. Tudo bem, já era previsto. E o otimismo falou alto:



- Que venham os leões - bradou o ginasta, pronto para a briga.





Agência/Reuters
Micaela sofreu um bocado na mão das coreanas E o basquete... bem...



Enquanto Diego ensaiava para a glória no Ginásio Nacional, o basquete brasileiro seguia sua sina. A estréia contra as sul-coreanas foi um festival de erros. Vinte e oito, para ser mais específico, contra apenas 12 das rivais. Mesmo diante de um adversário mais fraco, o time de Paulo Bassul decepcionou e perdeu na prorrogação.



- Um time que erra 28 passes não pode querer vencer - desabafou o técnico, que tem pela frente na segunda-feira a Austrália, simplesmente a atual campeã do mundo.

Tudo bem que a seleção de basquete chegou a Pequim desfalcada, mas teve gente superando problemas ainda mais graves – e vencendo. É o caso da novíssima dupla do vôlei de praia, formada por Larissa e Ana Paula após o corte de Juliana. Passando por cima do cansaço e da falta de entrosamento, a parceria estreou com vitória sobre as também brasileiras Cris e Andrezza, que competem pela Geórgia com os nomes de Saka e Rtvelo. Bem longe dali, Juliana recebia aplausos e chorava no desembarque no Rio de Janeiro.



Agência/Reuters
O vôlei de praia masculino estreou com vitória No masculino, mais uma vitória brasileira – e esta era esperada. Ricardo e Emanuel não tiveram pena dos quarentões angolanos Fernandes e Morais. Após a vitória, Emanuel agradeceu no melhor estilo oriental, com a saudação “Namastê”, ou seja, “O divino em mim saúda o divino em você”. Profundo.

Quem também não teve problemas na estréia foi o vôlei de quadra feminino. Azar da Argélia, que não conseguiu passar dos 11 pontos em nenhum set contra as meninas do Zé.



Agência/Reuters
Thiago Pereira foi à final dos 400m medley Águas calmas



Da quadra para a piscina, dois bons resultados para o Brasil. Thiago Pereira conseguiu o oitavo tempo nos 400 medley. Nada comparável ao show de Michael Phelps, mas foi o bastante para garantir o lugar na final. No feminino, Joanna Maranhão ficou fora da final, mas Gabriela Silva surpreendeu e avançou nos 100m borboleta.

O handebol feminino não resistiu à Alemanha e perdeu por 24 a 22. Com a bola nos pés, contudo, a história foi diferente. Afinal, as alemãs não estavam mais pelo caminho. Melhor para Marta, que desencantou e fez um dos gols brasileiros na vitória sobre a Coréia do Norte, por 2 a 1. Tudo sob os olhares atentos de Ronaldinho Gaúcho, que foi ao estádio para ver a partida. Tomara que sirva de inspiração para o time masculino, que encara a Nova Zelândia na manhã de domingo. Mas aí será outro dia.

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